PCP critica gestão<br> de empresas municipais
No dia 2 de Maio, Ruben de Carvalho, vereador na Câmara Municipal de Lisboa, votou contra o Relatório e Contas e Plano de Actividades das empresas Gebalis, EMEL e EPUL. No que concerne à Gebalis, o eleito do PCP salientou que existem muitas reservas relativamente à forma como cumpre a sua missão, nomeadamente junto dos moradores dos bairros municipais. «As queixas são inúmeras e muitas delas evidenciam opções incompreensíveis por parte da Gebalis, nomeadamente o emparedamento de andares devolutos que poderiam ser ocupados», referiu, frisando que a reestruturação levada a cabo «afastou a empresa ainda mais dos munícipes e aproximou-a de uma lógica empresarial».
Sobre a EMEL, Ruben de Carvalho lamentou que a sua gestão esteja «cada vez mais subordinada a uma lógica comercial de mera gestão do estacionamento na cidade, descurando muitas das funções reguladoras que lhe foram delegadas pelo município». «A empresa permitiu-se, inclusivamente, chegar por sua inteira responsabilidade a uma situação de centenas de milhares de multas por liquidar, muitas das quais com prazos caducados», condenou, acentuando que a EMEL «deve continuar a existir como empresa municipal para a regulação do estacionamento na cidade, regressando ao seu projecto social original e cumprindo-o de forma competente e eficaz».
Por último, o vereador do PCP manifestou «reservas» relativamente à certificação legal do Relatório e Contas da EPUL, nomeadamente os saldos devedores e credores existentes no balanço em relação ao projecto Alcântara-mar, Parque Mayer e adiantamentos ao Sporting e ao Benfica. «Na sequência da Auditoria do Tribunal de Contas, a EPUL terá mesmo facturado à Câmara cerca de 12 milhões de euros relativos a estes saldos, que não terão sido reconhecidos nas contas da Câmara», afirmou, acentuando que a EPUL «deve continuar a existir com uma outra missão e uma outra lógica que não as actuais, sendo o seu futuro motivo de grande preocupação devido ao novo contexto legislativo que se avizinha».